
Blog das disciplinas ligadas aos Estudos de Som e Música, ministrada pela prof Simone Pereira de Sá, no PPG Comunicação da Universidade Federal Fluminense e no curso de Estudos de Mídia.Em 2010-2, o curso ministrado é a Oficina e Mídias Sonoras II.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Oops... Ela fez de novo!

sábado, 12 de dezembro de 2009
Modulações
Lost (trilha sonora e incidental)

As trilhas sonoras têm poder de nos transportar para o universo que o filme, seriado ou mesmo desenho animado quer que fiquemos imersos. Ela pode nos fazer ficar encantados se bem articulada com o audiovisual. Ou o contrário, pode desencantar cenas ou personagens, fazer com que percamos o gancho de suspense ou romance.
Enfim, uma boa música incidental (aquela instrumental feita por músicos para a obra) ou “aquela” trilha sonora nos instiga mais, nos traz sensações.
Em Lost, fenômeno transmidiático, não é diferente. Aliás, até é, já que tudo no seriado é diferente. Mas segue seu “padrão” inovador tentando sempre ultrapassar os limites dos espectadores e ouvintes de seu conteúdo.
Músicas que tematizam episódios, mas não fazem parte da trilha, músicas que falam pelos personagens, campanhas promocionais com estética de videoclipe, etc. E amarrando tudo isso o site wiki para debates: o Lostpédia.
Para ilustrar um videoclipe feito por David LaChapelle (e pra mim o mais interessante!) feito para promover uma das temporadas da série
Aqui o LinkparaotrabalhoCOMPLETO !!
O DJ como sujeito e o Drum’n’bass: Conquistas ritmadas.

Pensando nos caras que comandam as pickups, vi que o DJ foi conquistando um espaço de destaque processualmente e, paralela a essa mudança de posição, ocorreu a mudança na forma de execução. Os DJs, aos poucos, passaram a intervir nas músicas, recriando, remixando, inovando. Com isso, deixaram de ser apenas manuseadores de discos e passaram a ter um papel mais ativo, pessoal e criativo no meio.
Aos poucos, muitos foram apresentando reconstruções de qualidade, que os levaram para o primeiro time de DJs do mundo. No Brasil, se tratando da música eletrônica, cito o caso dos DJs Marky e Xerxes, ao montarem a LK, “Liquid Kitchen”, uma remixagem de “Carolina Carol Bela”, de Jorge Bem e Toquinho, com um sample da voz de Jorge Bem, numa levada de drum’n’bass.
http://http//www.youtube.com/watch?v=2qgH1MURhvs
O estilo, de origem inglesa, criado na década de 90, foi apropriado pelos DJs “brazookas” que realizaram remixagens “à la Brasil” e devolveram à Europa em grande estilo, colocando-o num lugar importante da cultura musical eletrônica. A base rítmica do drum’n’bass são padrões de baterias disjuntos, o drum, e linhas de baixo subsônicas, o bass.
Trabalho Completo: AQUI!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Uma análise da versão musical de Jeff Wayne para The War of The Worlds
Buscando entender a obra criada por Wayne, este trabalho buscou traçar a evolução das tecnologias sonoras que propiciaram que essa e muitas outras produções marcantes da música e do cinema fossem realizadas. Assim, foi traçada uma linha historiográfica que passa pela criação do fonógrafo com Thomas Edison, pelo desenvolvimento do Gramofone com Emile Berliner, além dos trabalhos realizados com a música eletrônica por Pierre Schaeffer e o lançamento dos sintetizadores, como o Moog, e dos recursos de computadores.
Como base para este trabalho foram utilizadas pesquisas e teorias de Pierre Boulez em Tecnology and the Composer, Jonathan Stern The Audible Past - Cultural Origins of Sound Reproduction e de José Cláudio Siqueira Castanheira em A Nostalgia do Moderno - A paisagem sonora eletrônica na produção musical contemporânea. Todos os autores ajudaram na descrição, no detalhamento e na análise da obra de Jeff Wayne.
Abaixo, um vídeo que mostra o concerto realizado em 2006 com o nome de Jeff Wayne's The War of The Worlds - Live at Stage, que foi a primeira tentativa de incluir imagens e atores reais em uma reedição da obra.
Trip hop e bricolagem
O trip hop é uma vertente da música eletrônica que surgiu a partir do house. A colagem, o recorte e a citação são características inerentes da música eletrônica e com o trip hop não poderia ser diferente. O seu grande diferencial está na utilização de “downbeats”, ou seja, batidas mais desaceleradas e um ritmo mais lento, se contrapondo a idéia de música eletrônica relacionada somente a velocidade, movimento, ritmo frenético.
A título de exemplo, apresento a banda “Portishead”, um dos expoentes desse gênero musical, com sua música “Roads”, na versão presente no cd “Roseland in NYC”, onde a banda une seus samples com a Orquestra Filarmônica de New York.
Por Gyssele Mendes.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Sonoridades em Desenhos Animados
Os desenhos animados são produtos audiovisuais, sendo que podemos perceber que as imagens neste contexto completam os significados dos sons que estão sendo emitidos, logo as imagens direcionam o sentido do que ouvimos.
O cinema foi um grande colaborador para as técnicas sonoras utilizadas nos desenhos animados, pelo fato das animações também serem produtos audiovisuais. O som dos desenhos animados conta com a estrutura montada em torno de diálogo, música e efeitos sonoros muito bem sincronizados. Essa sincronia são fatores sensórios que avivam as ações da animação. Muitas vezes, o som dá uma dica do que irá acontecer na cena. O vídeo abaixo mostra um pouco dessa estrutura.
Podemos perceber que no mundo dos desenhos animados, muitos sons se tornam marcantes, como temas de aberturas, barulhos de certos personagens, vozes de personagens ou de ações repetidas de um desenho, que nos permitem associar o som a franquia. Logo, o som forma uma imagem do produto e este terá sempre ligação a sua fonte. Como o tema da abertura dos Flinstones que conta com o marcante grito de Fred Flinstone “Yabadabadoo!”, além de vários casos citados no meu trabalho.
Muitos desses sons são utilizados em outros contextos que não os originais. Como toques de celulares, espetáculos de teatro, como ritmo base para criação de outras músicas, entre outras possibilidades. Como ilustração desse fenômeno, já que o funk do pica-pau está muito recente, veremos isso no funk dos Power Rangers.
É basicamente isso, o resto vocês conferem no meu trabalho completo!